O cristão e os jogos de Azar

 

“No suor do teu rosto comerás o teu pão, ...”(Gn 3.19ª)

 

ESTATÍSTICA

No primeiro levantamento do gênero realizado no país, concluiu-se que 4 milhões de brasileiros têm problemas com o jogo, vício que está atrás somente do álcool e do cigarro. Estima-se que 2,3% da população brasileira é composta de jogadores natos, entre os quais os jogadores compulsivos são representados por um ponto percentual (extraído de http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/materia-8414.html, dia 26/10/2013).

 

DEFINIÇÃO

Os jogos de azar são jogos nos quais a possibilidade de ganhar ou perder não dependem da habilidade do jogador, mas sim exclusivamente da sorte ou do azar do apostador. A essência do jogo de azar é a tomada de decisão sob condições de risco. Assim, a maioria deles são jogos de apostas cujos prêmios estão determinados pela probabilidade estatísticade acerto e a combinação escolhida. Quanto menor é a probabilidade de se obter a combinação correta, maior é o prêmio, (extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_de_azar, dia 26/10/2013).

 

EFEITOS

QUAL O PROBLEMA DE SE USAR UM CAÇA-NÍQUEL?
Veja o que Dr. Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório do Jogo Patológico do Instituto de Psiquiatria de Universidade de São Paulo:

Sabe-se que os caça-níqueis eletrônicos são a pior forma de jogo, ou seja, aquela que mais causa dependência. Assim, além dos bingos que são -legais- apesar da pendência com o Ministério Público, temos os caça-níqueis ilegais, mas presentes em quase todos os bares, quer da periferia quer dos bairros nobres da cidade. São maquininhas que ninguém sabe de onde vieram, nem para onde vai o dinheiro que recolhem, nem quem é seu dono ou quem subsidia a atividade. 
CONTÁGIO - Pior, ninguém controla o acesso das pessoas, em particular dos adolescentes, a essas máquinas. Nenhum pai minimamente responsável deixaria, em sã consciência, seu filho de 15, 16 anos entrar num bar e tomar duas doses de vodca, mas a população não está suficientemente avisada que deixar o filho adolescente dar três ou quatro apertadas nos botões dos caça-níqueis representa risco de dependência tão ou mais grave do que o da dependência de drogas. 
FUTURO - As crianças que estão nascendo hoje fazem parte de uma geração que não se conhece o comportamento em relação aos jogos de azar. Ao contrário dos adultos que começaram a ter exposição maciça a esse tipo de jogo num passado recente, elas estarão expostas desde o dia em que nasceram. Assim que aprenderem a entrar no computador e a acessar a internet, terão cassinos virtuais à disposição e muitas não resistirão ao apelo e irão jogar. O que vai acontecer com essa geração é uma pergunta em aberto, mas depende de nós fazer um trabalho de prevenção primária e secundária. É preciso não só levar informação, mas educar a população para que esteja atenta aos sinais dessas"
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Lembramos que a tendência ao jogo patológico não significa falta de caráter ou fraqueza moral. É uma doença comportamental semelhante à dependência química dos usuários de álcool e outras drogas e, como elas, tem tratamento. O ideal é que os familiares e o próprio jogador patológico se convençam de que devem admitir o problema e procurar a orientação de profissionais especializados em saúde mental. O jogo patológico é um transtorno psiquiátrico e não um desvio de caráter. Encará-lo de outra forma só trará dissabores e sofrimento (extraído de http://www.jornalcomunicacao.com.br/site/section-blog-chameapolicia/159-santanacaca.html, dia 26/10/2013).

 

COMPORTAMENTO CRISTÃO

É triste saber que alguns cristãos desavisados relutam em banir de suas vidas a prática dos jogos de azar, defendendo sua prática moderada. No entanto não sabem eles, ou fazem de conta que não sabem que os jogos de azar como loterias, tele-senas, raspadinhas dentre outras modalidades, em nada difere de outros vícios como o álcool, cigarro, maconha, craque etc.

Deus apresenta um único caminho para todas as coisas, o diabo propõe certos atalhos que conduzem à perdição. A Bíblia nos apresenta algumas razões para não cedermos à tentação do dinheiro fácil proposto pelos jogos de azar.

1 – A proposta de dinheiro fácil não advém de Deus, e sim de satanás “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”,(Mt 4.8,9). Satanás tentou nosso Senhor Jesus oferecendo-lhe um atalho para a glória, mas Jesus sabia que sua glorificação viria através do sofrimento na cruz, e não sem custo algum. Precisamos nos posicionar como Ele, dizendo de forma enfática: “Vai-te satanás”, (v10).

2 – Quem se deixa seduzir pelo desejo de ser rico cai na armadilha do diabo “Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína”, (1 Tm 6.9). Não devemos ambicionar riquezas terrenas, mas sim as celestiais – Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam”, (Mt 6.19,20).

Seguindo esse mesmo pensamento, Paulo orienta Timóteo da seguinte forma: “Porque nada trouxemos para o mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes (1 Tm 6.7,8).Os teólogos da prosperidade, (se é que se pode chamar esse indivíduos de teólogos) dizem que essa é uma “teologia da miséria”, mas se assim for, deveriam usar outro livro que não fosse a Bíblia para sustentar suas heresias, pois Jesus e todos os escritores bíblicos sustentaram o oposto do que eles ensinam como temos visto até aqui. Não estou com isso querendo dizer que o crente não pode ser rico, mas apenas que devemos entender que isso compete a Deus assim fazer – “O Senhor empobrece e enriquece...”, (1 Sm 2.7), “...o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”, (Jó 1.21).

3 – Deus prometeu abençoar o trabalho de nossas mãos, não nossas apostas “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.Pois comerás do trabalho das tuas mãos: feliz serás, e te irá bem”, (Sl 128.1,2).

Aceitar o atalho dos jogos é negar a fé na promessa do Senhor em abençoar o trabalho das nossas mãos. A experiência do salmista é que o Senhor proporciona uma tríplice benção:

1 – Sustento – “comerás do trabalho das tuas mãos”;

2 – Felicidade – “Feliz serás”;

3 – Sucesso – “E te irá bem”.

CONCLUSÃO

Não procure atalhos meu querido, ande pelo caminho, “o temor do Senhor” te levará a uma prosperidade plena!

 

Pastor Patrick